Recados do poeta

Olá, meus amigos.

Aqui, vou poder deixar alguns recados pra vocês, contar sobre o que tenho feito, visto, sentido, vivido...

Um grande abraço,

18 de agosto 2009

Poema de aniversário

A pessoa pode
crescer como ser humano...
pra isso ela ocupará mais espaço...
um espaço interior,
(que não se concorre...)
e terá de romper
paredes invisíveis
que a protegem...

causa dor e sofrimento...

Ou ela pode
ficar do mesmo tamanho...
pra ocupar o mesmo espaço –
mas ela vai tentar crescer,
involuntariamente...
é o seu destino –
e, se cada vez que encontrar
as tais paredes,
retroceder

pela dor e pelo sofrimento...

ela vai se apequenando,
se apequenando,
pra tudo ficar mais confortável...
é o mais cômodo,
mas é engano –
vai se matando.

Crescer como ser humano,
fazer aniversário,
é sempre um pouco,
a cada ano,
nascer de novo,
e ir ficando
amor,
e ir ficando
eterno.

(São Paulo, 18 de agosto de 2009)

11 de agosto 2009

Há momentos na vida da gente em que as coisas ou se tornam reais ou deixam de existir, são momentos de crise, em que temos a possibilidade de perceber que só a realidade existe e que sonhos não são devaneios...

Na maioria das vezes, a essência de uma pessoa só se revela, mesmo a ela mesma, quando uma crise acontece... pode ser o susto com a doença grave da pessoa que mais se ama na vida... ou com uma doença grave em si mesmo ou (quem sabe?) com a própria morte...

Tudo pode mudar nesse momento... tudo. A realidade se faz sentir em absoluto e aí só há duas possibilidades, aprender a amar a realidade e nunca perder a esperança ou ficar se debatendo e se entristecer para sempre...

Eu escolho amar a realidade e nunca perder a esperança... seguir a minha intuição em busca da felicidade como um louco que acaba de perder o juízo

e esperar um dia ser, como nos promete um poema da Hilda Hilst, que eu tanto amo... e um dia ser "um pássaro branco à procura de um deus."

Abraços.

03 de agosto 2009

Olá, meus amigos.

Na semana passada, vi um espetáculo lindo no Centro Cultural Banco do Brasil sobre a vida e a obra do Mario Quintana; o espetáculo nos põe mais íntimos do poeta e da sua obra, com pitadas de humor inteligente, em geral, do próprio Quintana, mas também dos atores em cena: Sergio Braga, que assina também o roteiro, Monique Lafond, Selma Lopes, Tâmara Taxman e Fhatima Rodrigues... a direção, certeira, é de Rubens Lima Junior. Um espetáculo desses dos quais a gente sai com o coração feliz... Somente um deslize, no final, quando vão citar a morte do Quintana, dizem que ele “deixou” a poesia no dia tal... Não, ele não “deixou” poesia... certamente não, apenas “virou” poesia no dia em que morreu... a prova disso era o próprio espetáculo: “Mario Quintana - O Poeta das Coisas Simples”, que eu, graças a Deus, havia acabado de ver...

Os meninos agora estão à procura de patrocinadores; espero que encontrem logo... Se o Brasil fosse mais como eu gostaria... eles não estariam à procura de patrocinadores, os patrocinadores é que estariam à procura deles.

Abraços,