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Aqui, você encontra, além de uma apresentação do poeta Cássio Junqueira por ele mesmo, algumas apreciações de suas obras e apresentações por outros poetas, críticos literários, educadores, agitadores culturais.

Espectador profissional: CÁSSIO SCAPIN E A CANTORA CÉLIA LANÇAM O CD DE POESIAS SÓ A PESSOA SABE O QUE TEM POR DENTRO
18 de dezembro de 2014 aplausobrasil

Nanda Rovere, do Aplauso Brasil (nanda@aplausobrasil.com)

SÃO PAULO – Na última segunda-feira, 15, às 19h30min, no Teatro Eva Herz, aconteceu um pocket-show para o lançamento do CD Só a pessoa sabe o que tem por dentro. Na obra, o ator Cassio Scapin interpreta 13 poesias do escritor Cássio Junqueira, parceiro do ator na criação da dramaturgia do monólogo Eu Não Dava Praquilo. As leituras são intercaladas por 10 músicas interpretadas pela cantora Célia. A produção é de Thiago Marques Luiz e a direção musical de Rovilson Pascoal, que esteve no palco com mais um trio de músicos.

O repertório musical do CD traz tango moderno, bossa nova, embolada, samba, blues e balada romântica, com composições de Irineu de Palmira, Zé de Riba, Natan Marques e Edmilson Capelupi. As canções ganham um encantamento ímpar devido à voz marcante de Célia

A obra apresenta um formato que merece atenção. A leitura somente das poesias poderia ficar cansativa para quem não é grande fã desse estilo literário.

A ideia de intercalar as falas do excelente ator Cassio Scapin com composições na linda voz de Célia faz com que o espectador viaje intensamente pelo universo criativo do poeta.

Junqueira faz um profundo e delicioso mergulho na alma humana e fala especialmente sobre o amor. Consegue transmitir, com maestria, os encontros e desencontros que esse sentimento provoca em nossas vidas.

Destacar poemas e canções é difícil, pois todo o repertório é muito bonito. De qualquer maneira, prestem atenção em Só a pessoa sabe o que tem por dentro, Quando eu morrer, Calma de amor e O quase amor ou a paixão.

Cássio Junqueira é um dos grandes talentos da atualidade. O CD Só a pessoa sabe o que tem por dentro é um excelente presente de Natal.

Serviço:

CD Só a pessoa sabe o que tem por dentro

10 músicas e 13 poemas

Poesia: Cássio Junqueira

Composições: Edmilson Capelupi, Natan Marques, Zé de Riba e Irineu de Palmira

Canto: Célia Leitura de poemas: Cassio Scapin

Tempo de duração: 35 min.

Livraria Cultura

Conjunto Nacional

Av. Paulista, 2073 – 01311-940

Bela Vista – São Paulo/SP

Preço: R$ 29,90.
O ator Cassio Scapin uniu forças com o dramaturgo Cássio Junqueira e o diretor Elias Andreato para montar a biografia de uma mulher de opiniões firmes, a atriz paulistana Myriam Muniz (1931-2004). Marcado por sutilezas, o monólogo Eu Não Dava Praquilo é repleto de subtextos. Vestindo preto, Scapin manuseia um xale e um cigarro e modula a voz para alcançar o tom esganiçado da homenageada, revivendo sua trajetória artística e pessoal. O ator venceu os prêmios APCA e Qualidade Brasil e foi indicado ao Shell de 2014.
Cássio Junqueira
Fazedor de Poesia
por João Barcellos

Perspicácia e sabedoria não acontecem,
são parte de um todo poético que tem
berço em determinada pessoa que o é
na e pela crítica que desconstrói dogmas
para erigir um novo mo[nu]mento social e
filosófico... através da arte de poetar.

Já encontrei Cássio Junqueira em diversos
momentos pela leitura que faço da sua
obra poética, persistente e consistente,
porque fundamentada na vida a ser vivida
com e além da mística, com e além da própria
existência.

Ao ler, agora, Fazer Poesia
– na verdade, mais uma parte do conjunto
da sua lírica profundamente urbana, perce-
bo-o mais inquieto, entre o Eu-mesmo e os
Outros e, ainda assim, sem quebrar o encanto
das conexões sociais e cósmicas que
o cercam. Talvez esta circunstância seja o
foco-virtude que o impele para a arte e o
torna um fazedor de poesia pela autenticidade
de uma moral[idade] humanizadora.

Fazer Poesia é uma quase-ópera urbana
pelos caminhos que abre a quem a lê:
opções estéticas no âmbito das estruturas
físicas e místicas. Uma certa orientalidade
na poética que foi gênese jesuana na já
perdida cristandade primeva e que Cássio
Junqueira retoma, não na retórica dogmática,
mas na arte de se dizer Eu-pessoa livre
e responsável diante do Mundo.

BARCELLOS, João – Sampa, 2009.
Escritor / Crítico Literário.
A Cássio Junqueira il Premio letterario internazionale “S. Margherita Ligure – Franco Delpino” 2012

Pubblicato da Redazione CULTURA, GENOVA 20 ottobre 2012

Santa Margherita Ligure. Domani, 21 ottobre, alle ore 10, presso la sala degli Stucchi di Villa Durazzo si terrà la cerimonia di consegna del Premio letterario internazionale “S. Margherita Ligure – Franco Delpino”, giunto quest’anno alla sua XXXV edizione.

La Commissione giudicatrice, esaminate le opere pervenuta da parte di 707 partecipanti da tutta Italia, ha deliberato i seguenti vincitori: «Per la sezione “A tema libero”- Poesia inedita: 1° Premio assoluto a Cássio Junqueira di São Paulo (Brasil). Premio speciale a Paride Duronio de L’Aquila. Menzioni d’onore e consegna diploma a: Cinzia Bandini di Rapolano T. (Si), Marisa Battoglia di Parma, Mario Manfio di Trieste, Federica Rossi di Chiavari (Ge) per la Poesia giovani, Baldassarre Turco di Rapallo (Ge)».

L’opera di Cássio Junqueira, “Só Poesia”, pubblicata in Italia nel 2010 dalla casa editrice Liberodiscrivere, è stata curata e tradotta da Amina Di Munno, docente di letterature portoghese e brasiliana all’Università di Genova che ha così recensito il libro: «Dracena e Junqueirópolis sono i luoghi dell’infanzia di Cássio Junqueira. Nella prima il poeta viene alla luce il 18 agosto 1975, con un singolare augurio alla felicità implicito nel significato del toponimo. Nella seconda egli trascorre l’infanzia e l’adolescenza assecondando con sempre maggiore trasporto la curiosità per la letteratura e in particolare per la forma poetica. Si nutre di poesia Cássio Junqueira, della poesia “alta” brasiliana e europea. Molto presto inizia a scrivere e a pubblicare testi poetici. I temi dominanti sono quelli universali: il dolore, la nostalgia, l’amore, la morte, la ricerca di Dio, la solitudine, la felicità.

Sembra felicità, / sembra tristezza, / sembra allegria, / sembra che faccia male, / fa tanto piacere, / sembra che faccia paura, / sembra che stanchi, / sembra sia tutto / ed è solo amore.
Con versi semplici che cantano l’amore puro, umano o divino, la voglia di libertà o di silenzio, il senso di gioia o di smarrimento, il poeta sa toccare le corde del cuore, accendere sentimenti ed emozioni, elevare verso il trascendente».

(Daniela Cassinelli)
Poeta junqueiropolense emociona público durante apresentação de Recital na Faculdade

Posted by Redação on setembro 6th, 2011

O poeta junqueiropolense Cássio Junqueira, emocionou o público presente na Faculdade de Junqueirópolis durante apresentação de Recital de Poesias. Para o evento realizado na noite de sexta-feira (26/08), que contou com a presença de acadêmicos, convidados, autoridades, imprensa e comunidade de Junqueirópolis e região, o poeta esteve acompanhado da crítica literária e tradutora italiana Amina Di Munno. A solenidade marcou também o lançamento do livro “Só Poesia”, de poemas de Junqueira, organizado, prefaciado e traduzido por Amina Di Munno, professora de Língua Portuguesa e Literaturas Portuguesa e Brasileira da Universidade de Gênova. Amina é tradutora de autores como Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Chico Buarque, Milton Hatoum, Raduan Nassar, entre outros. O livro foi lançado em 2010 na Itália pela Liberodiscrivere edizioni, na ocasião acompanhado de Amina e da cantora Carmen Queiroz realizou recitais por várias cidades italianas, como Gênova, Sermoneta (Roma), Lecce, Savona, Santa Margherita, Siena e Milão. No Brasil, o livro também tem edição bilíngue (português e italiano), da editora Comunità Italiana, uma das mais prestigiosas em publicações para público interessado nas relações culturais Itália-Brasil. O lançamento aconteceu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, no dia 8 de agosto. As poesias declamadas no recital em português (Cássio Junqueira) e em italiano (Amina Di Munno) encantou e emocionou o público presente na Faculdade de Junqueirópolis, repetindo o sucesso de outras apresentações que ocorreram neste mês em várias universidades brasileiras e na Itália. O poeta disse que o recital apresentando em Junqueirópolis foi um presente para seus familiares e amigos que ainda residem em sua terra natal. Ao final do recital Cássio Junqueira autografou os livros.O evento teve apoio da Rede Gonzaga de Ensino Superior (Reges), presidida pelo professor José Gonzaga da Silva Neto. A diretora da Faculdade de Junqueirópolis, Cleide Alves de Arruda, coordenou o evento. Cássio é filho do casal José Roberto de Sousa e Maria Eugênia Junqueira de Souza. Seus irmãos são Luiz Gustavo Junqueira de Sousa e Luciana Junqueira de Sousa.
Só Poesia

O livro Só Poesia, do escritor Cássio Junqueira, foi lança­do no Brasil com edição bilín­gue pela editora Comunità. A obra foi divulgada em diversas cidades brasileiras, com direito a recitais com a participação de Cássio, da cantora Carmen Queiroz e da tradutora Amina Di Munno. Os temas aborda­dos são universais, imbuídos da sensibilidade típica femini­na: solidão, dor, saudade, busca de Deus, silêncio, amor, morte, loucura, assim como felicidade e vida, sentimentos dúbios re­tratados nos versos do poeta. O conteúdo da obra tem uma lin­guagem palatável, sem artifí­cios ou metáforas complicadas, passando longe da erudição. A tradução foi fiel e conseguiu captar o todo significativo.

Poeta junqueiropolense emociona público durante apresentação de Recital na Faculdade
Postado por Redação

em setembro 6th, 2011

O poeta junqueiropolense Cássio Junqueira, emocionou o público presente na Faculdade de Junqueirópolis durante apresentação de Recital de Poesias.

Para o evento realizado na noite de sexta-feira (26/08), que contou com a presença de acadêmicos, convidados, autoridades, imprensa e comunidade de Junqueirópolis e região, o poeta esteve acompanhado da crítica literária e tradutora italiana Amina Di Munno.

A solenidade marcou também o lançamento do livro “Só Poesia”, de poemas de Junqueira, organizado, prefaciado e traduzido por Amina Di Munno, professora de Língua Portuguesa e Literaturas Portuguesa e Brasileira da Universidade de Gênova. Amina é tradutora de autores como Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Chico Buarque, Milton Hatoum, Raduan Nassar, entre outros.

O livro foi lançado em 2010 na Itália pela Liberodiscrivere edizioni, na ocasião acompanhado de Amina e da cantora Carmen Queiroz realizou recitais por várias cidades italianas, como Gênova, Sermoneta (Roma), Lecce, Savona, Santa Margherita, Siena e Milão. No Brasil, o livro também tem edição bilíngue (português e italiano), da editora Comunità Italiana, uma das mais prestigiosas em publicações para público interessado nas relações culturais Itália-Brasil. O lançamento aconteceu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, no dia 8 de agosto.

As poesias declamadas no recital em português (Cássio Junqueira) e em italiano (Amina Di Munno) encantou e emocionou o público presente na Faculdade de Junqueirópolis, repetindo o sucesso de outras apresentações que ocorreram neste mês em várias universidades brasileiras e, na Itália.

O poeta disse que o recital apresentado em Junqueirópolis foi um presente para seus familiares e amigos que ainda residem em sua terra natal. Ao final do recital Cássio Junqueira autografou os livros.

O evento teve apoio da Rede Gonzaga de Ensino Superior (Reges), presidida pelo professor José Gonzaga da Silva Neto. A diretora da Faculdade de Junqueirópolis, Cleide Alves de Arruda, coordenou o evento. Cássio é filho do casal José Roberto de Sousa e Maria Eugênia Junqueira de Sousa. Seus irmãos são Luiz Gustavo Junqueira de Sousa e Luciana Junqueira de Sousa.
Dracena e Junqueirópolis sono i luoghi dell'infanzia di Cássio Junqueira. Nella prima il poeta viene alla luce il 18 agosto 1975, con un singolare augurio alla felicità implicito nel significato del toponimo. Nella seconda egli trascorre l'infanzia e l'adolescenza assecondando con sempre maggiore trasporto la curiosità per la letteratura e in particolare per la forma poetica. Si nutre di poesia Cássio Junqueira, della poesia “alta” brasiliana e europea. Molto presto inizia a scrivere e a pubblicare testi poetici. I temi dominanti sono quelli universali: il dolore, la nostalgia, l'amore, la morte, la ricerca di Dio, la solitudine, la felicità.

sembra felicità, / sembra tristezza, / sembra allegria, / sembra che faccia male, / fa tanto piacere, / sembra che faccia paura, / sembra che stanchi, / sembra sia tutto / ed è solo amore.
Con versi semplici che cantano l'amore puro, umano o divino, la voglia di libertà o di silenzio, il senso di gioia o di smarrimento, il poeta sa toccare le corde del cuore, accendere sentimenti ed emozioni, elevare verso il trascendente.

http://www.liberodiscrivere.it/biblio/scheda.asp?OpereID=159648&vedi=1
Cassio Junqueira: “Só poesia”

di Vicky Nuñez

Un poeta è quello dotato delle facoltà necessarie per comporre delle poesie, ovvero, quello che è capace di descrivere la bellezza dei sentimenti al punto di “elevarla verso il trascendente” attraverso la parola. Cássio Junqueira, nato a San Paolo, ieri sera al Padiglione delle Nazioni di Latinoamericando Expo, nella settimana dedicata al Brasile, ha presentato il suo libro “Só poesia”.

L'ultimo libro di Cassio raccoglie una selezione di poesie tratte dalle sue sette pubblicazioni. La presentazione si è svolta in portoghese declamata dallo stesso Cassio, in italiano dalla professoressa Amina di Munno dell’Università di Genova, curatrice della raccolta.

Il poeta, ispirato a Fernando Pessoa, Adelia Prado e Vinicius de Moraes, tra gli altri, attraverso la sua voce , dolce e profonda, ha trasmesso con la sua opera poetica, amore, dolore, allegria e tristezza, sentimenti scritti che il pubblico ha reso propri.

Una presentazione trasformata in colloquio. Un incontro con un amico che ti conosce e ti da conforto con le sue parole. L'interpetazione musicale delle poesie con la staordinaria voce di Carmen Queiroz, semplicemente una raffinatezza. (23/6/10)
Cássio Junqueira
Só poesia

A cura di Amina di Munno
Liberodiscrivere edizioni
pag. 316 / €. 16.50

SIENA. Si sono commosse anche le sedie, ha detto la signora che riordinava la sala conferenze e spegneva il microfono. Ero fermo lì, nel mezzo della sala vuota. Arrivare a un reading di Cássio Junqueira in ritardo è come commettere un peccato. A quel punto ti sei perso proprio tutto: la poesia in forma di spettacolo, tutta la sua performance vocale dal vivo. Inoltre ti mancherà la voce accattivante di Carmen Queiroz, che in contemporanea canta i suoi versi musicati da Irineu de Palmira e arrangiati con garbo da Natan Marques, ex collaboratore di Elis Regina.

Così mi sono diretto fino alla Trattoria Papei, esattamente alle spalle di piazza del Campo, a due passi dal palazzo comunale. E Cássio Junqueira era seduto lì, accanto alla sua traduttrice italiana, Amina di Munno. E c’era anche Anna a capotavola, l’organizzatrice dell’evento toscano; alla sua destra la cantante Carmen Queiroz. Tra le presenze da registrare a tavola bisogna aggiungere altri due brasiliani: una ragazza e un giovanissimo viaggiatore in giro per l’Europa. Entrambi colti da una improvvisa “saudade” nazionalpopolare.

A me intanto non restava che scusarmi per l’assenza e ordinare quindi imbarazzato i primi piatti: Pici alla cardinale o cacio e pepe o fettuccine della casa. Poi sarà la volta di una bistecca fiorentina annaffiata da vino rosso casereccio, un tranquillo Chianti d’annata. E dentro di me pensavo: tanto prima o poi glielo riesco a strappare qualche verso da far declamare al poeta - anche se mi sono perduto tutto il reading. Ne ero quasi certo. Magari sarebbe successo di lì a qualche bicchiere. Infatti fabbricavo congetture del tipo: ora rimbocco un altro po’ di vino e vedi se non gli faccio fare la fine di Pessoa! Che una volta, scrisse a quanto pare, dietro ad una foto bianco e nero che lo ritraeva quasi in bilico, ubriaco, e con un bicchiere di vino: “Colto in flagrante delitro!”

Ma qui mica ci è voluta la sbornia. Lui l’ha anticipata. Senza nemmeno aspettare il “flagrante delitro”. Sì, perché Cássio la butta subito in poesia fin dall’inizio, non aspetta neanche gli antipasti. Lui si mette a conversare e recitare affabilmente. Ed è facile capire il perché. Ma sì, la poesia per lui è un suono del tutto naturale, come bere, parlare, mangiare, chiacchierare con gli amici.

Allora, il giovanissimo connazionale seduto all’altro lato del tavolo, gli ha detto in modo scherzoso e un po’ provocatorio: secondo me, tu reciti le tue poesie a memoria solo perché non sai leggere! Abbiamo riso tutti quanti. Ma la verità a conti fatti è proprio questa: le poesie non si leggono. È una fissa questa di leggere le poesie. Una deformazione letteraria da Gutenberg in poi. Il lirismo stampato in libro è un malinteso linguistico che andrebbe riportato quanto prima in forma orale, tradotto in suono. Nei lontani tempi della mnemotecnica le cose stavano più o meno così. Le poesie si recitavano “par coeur… by heart”.

E lui in effetti declama esattamente come respira. Come se stesse canticchiando davanti ad uno specchio la mattina durante la barba. Non scinde mai l’attimo creativo da quello esecutivo: d’altronde, come si fa a privare uno chef del dovere professionale di assaggiare la propria pietanza, quando è lui stesso ad avere l’acquolina in bocca, a voler essere lui il primo commensale, quello che gusta ogni piatto provandone un infinito piacere?

La mattina dopo apro il libro e riprendo a leggere i suoi versi. Molte di quelle poesie erano già state recitate a tavola. E ogni volta mi aspettavo - in un punto preciso della lettura – non più quella parola, ma quel “suono”, quel “suono” che avevo udito io la sera prima.

Ma Cássio era già a partito per Milano, ultimo giorno del suo tour che lo ha portato in giro per l’Italia. Quella sera avrebbe partecipato a un festival letterario dedicato all’America Latina. Se ne sarebbe ripartito l’indomani per il Brasile. Ed ecco qua le memorie di un reading mancato e trasformato a cena in un vero e proprio reading privato. E mi sento quasi uno spettatore viziato, un po’ privilegiato direi. Forse troppo avvantaggiato rispetto a chi ha dovuto assecondare l’orario delle sue esibizioni in tutta Italia: da Lecce a Genova, da Siena a Milano. E così mi viene d’improvviso un onesto attacco di saudade. “A volte – dice Cássio - quando sono libero, / mi sento triste, vuoto/ di quella tristezza che precede la felicità”. Sì. Hai proprio ragione amico mio. Fai buon viaggio, anzi: vai com Deus!

Pubblicato da Alfonso Diego Casella
sábado, 12 de Junho de 2010

Paulina Chiziane, Noémia de Sousa e a identidade afro-lusófona... e das mulheres

Oi galera!

Sábado 5 de junho a gente conversou e leu bastante sobre umas autoras do Moçambique Paulina Chiziane e Noémia de Sousa, e sobre os problemas das mulheres na Africa e a identidade afro-lusófona. E foi muito legal porque aproveitamos da presença de umas mulheres afro-lusófonas, Haydée e a filha dela Aní.

Adiamos a festa pela Samirita para o encontro do dia 19, quando aproveitaremos da presença de Cassio Junqueira e de Carmen Queiroz, além daquela de nossa amiga, a Prof. Amina De Munno.

O Cassio e a Carmen amanhã vão participar no Festival della Poesia, em particular no reading internacional das 21:00 horas no Cortile Maggiore do Palazzo Ducale, ao qual vai participar também o poeta equatoriano Mario Campaña, convidado principal do I Concurso de Poesia de la Diaspora Ecuatoriana "Jorgenrique Adoum", cuja premiação vai acontecer no mesmo lugar às 18:00.

Estão todos convidados!

Até breve e um abraço!

Roberto

Publicada por Grupo de Leitura

***

domingo, 27 de Junho de 2010

A arte do encontro realizada!

Oi pessoal!

Sábado 19 de junho foi um encontro especial: tivemos o prazer e a honra de hospedar o poeta Cassio Junqueira, a cantora Carmen Queiroz, os dois acompanhados pela Amina Di Munno, inclusive estava presente também o Pierino Bonifazio, tradutor italiano do grande poeta brasileiro Mario Quintana, e participaram 34 pessoas - acho que contei bem, contei também a Samirita e outra criança, claro!

Foi legal demais!

Além de emocionante, até que não apenas eu fiquei com arrepios e umas lagriminhas, foi uma festa e um verdadeiro encontro multicultural onde a sensação de participar todos à mesma "raça humana" estava evidente, apesar das línguas e culturas diferentes.

Realizamos de novo e com sucesso a arte do encontro cantada pelo Vinícius de Moraes, que eu continuo considerando o maior poeta da nossa época.

Estava presente também Priscila, claro, que no contexto do Festival della Poesia, ao qual participaram também Cassio e a Carmen, teve muito sucesso também com o I Concurso de Poesia de la Diaspora Ecuatoriana "Jorgenrique Adoum", outro grande momento de multiculturalidade, de realização da arte do encontro!

Vamos continuando assim!

Até breve!

Roberto

Publicada por Grupo de Leitura



Cássio Junqueira
Aprendendo a Amar

Quando uma pessoa vive o reflexo de uma juventude escalpelada que tem medo de amar, joga-se no sexo, ao “ficar” com os outros sem querer se comprometer; como dizem: “é aquela coisa de pele”.

Cássio Junqueira é um jovem que valoriza o amor, principalmente num Deus que tudo lhe dá e com ele dialoga. Ele quer um amor sereno, que o conduza à vida a dois, para que sejam dois em direção ao Infinito.

Sua obra apresenta versos livres perfeitos, projeta aliterações e ricas metáforas.

Cássio Junqueira revela uma inocência tão bela! um amor parnasiano que a sociedade do “ficar” prefere ignorar.

Apresenta versos históricos, laudatórios, filósofos, líricos e de sincretismo religioso.

Vale a pena conferir a obra “Aprendendo a Amar”, principalmente para aqueles que acham que sexo passa e têm medo de amar.

Maria Aparecida Calandra

(Trecho de mensagem enviada pela escritora Maria Aparecida Calandra ao poeta Cássio Junqueira depois de ler seu livro Aprendendo a Amar)
Não sei o que escrever.
Li e doeu.

Melhor seria que poesias fossem proibidas.
Proibidos os sentimentos e encantos.
Navalhas e tiros são menos violentos.
Ah! A dor dos sentimentos
Não termina nunca!
Deuses que há!!!
Quanto tempo até que sequem as lágrimas?
Excrucior! Excrucior! Excrucior!
Era um canto que li.
Abri a página, corri os olhos,
ouvi o som rutilante
dos versos em água.
Era um canto que ouvi.
Abri os olhos à inundação
melódica da voz cantante
dos versos em água.
Era um canto que escrevi.
Abri as folhas em branco,
do branco da roupa que vi,
dos versos em água.
Esse canto que li, ouvi e escrevi
saíram dançando entre dentes claros,
roupas claras
como versos em água.
Era água cristalina,
translúcida sinfonia
a percorrer o espaço de luz
nascidos em versos d’água.
As roupas brancas do menino,
o sorriso áureo do anjo,
a luz imanente do som
que o menino pesca na água
é poesia,
festa, fé, fonte,
é alegria.
É alimento puro que absorvo
Com sede ancestral
de quem busca a fé,
de quem procura a fonte,
de quem não tem alegria.
E esse menino vem
com delicadeza de nuvem alva
de clara luz de poesia
cantar versos em fonte
de água límpida em minh’alma.
Aprendendo a Amar
Um livro de Cássio Junqueira

O poeta Cássio Junqueira colige no livro Aprendendo a Amar o que posso nomear como ‘crônicas poéticas’. Registro de emoções a bordo de diversos veículos que o levaram mundo afora; e as peças falam da Pessoa humana e da Coisa – esta, enquanto traço arquitetônico na tentativa de criar um meio ambiente urbano, segundo culturas locais.

As viagens proporcionam outros olhares, sensações outras, em meio à Saudade das raízes, outros encontros de Amor entre paixões de momento. Sobretudo, as viagens obrigam-nos a comparar, esse exercício psicológico que nos atira para a crítica construtiva ou destrutiva. Em seu passeio pelas metrópoles do Mundo, o poeta Cássio Junqueira observou-se e fez-se observar sem deixar de observar o[s] Outro[s] situado[s] na Coisa urbana. É o poeta na Cidade a perceber o Mundo que a rodeia – e, neste caso, não a sua Cidade, mas cada uma em observação, sendo amada na circunstância da paixão que envolve o olhar de quem a visita. Os símbolos multiculturais de consumo e a cultura tradicional são amplexos envolventes que fazem o visitante estabelecer paralelos e, aí, o exercício da crítica.

Nas páginas de Aprendendo a Amar encontra-se esse exercício, mas o eixo da ‘crônica poética’ está no direcionamento humano, no Amor que o poeta dedica ao[s] Outro[s] no patamar da Saudade que o toma em outra Cidade.

Aprendendo a Amar é um conjunto de poemas que se lê com a alma... percebendo Cássio Junqueira.


Barcellos, João
Escritor, Conferencista
As Pessoas Que A Pessoa Vive Para Ser

João Barcellos

“As pessoas que a Pessoa vive para Ser” é o título que ponho ao conjunto de poesias, que acabo de ler, da autoria de Cássio Junqueira. Uma coletânea literária admirável pela demonstração da humilde humanidade com que o Poeta [e Pessoa] se apresenta – e, afinal, representa. Cássio Junqueira situa-se, nesta coletânea, entre o Deus que o É através da Pessoa e a libertação dogmática que só o Amor pode e faz acontecer...

O reencontro com Deus é, em Cássio Junqueira, a experimentação de um reviver a juventude e as tradições místicas que tangem quase todas as pessoas: é o eco da Família. Às vezes, nem tanto, porém... O interessante nestes novos poemas é que o autor não se refugia em cânticos de dor de cotovelo e acaba por estabelecer um paralelo estético-linguístico entre os dogmas de Deus que cercam o estágio juvenil e as vivências do Amor, para perceber que ele – o Amor – é a representação sutil e doce do vero Deus que carreamos no dia-a-dia. Faz ao jus ao Poeta que é!

Cássio Junqueira sabe que não é “o só no meio da multidão”, mas a Pessoa que vive essa circunstância que, a certo passo da Vida, toca a cada um[a] de Nós. Entretanto, ele é o Poeta, e então, o Filósofo, alguém que aprendeu a questionar-se para entender o Eu e os Outros, e, intimamente, as Pessoas que interpreta para formar a Pessoa que é e corresponder aos próprios anseios.

Do núcleo poético “Um pedaço de mar da Bahia” ao “Amor e fé” percebe-se o Todo psicológico que move Cássio Junqueira: enquanto aguarda uma estrada a abrir pelo [através do] Amor, instiga-se na aferição de outros encontros, e, “ai, meu Deus”, se a agonia se prolonga naquela espera, porque a nostalgia é o instante em que a Pessoa se percebe só no meio da multidão, insegura, incapaz. É esta compreensão do estado das coisas humanas que Cássio Junqueira descreve nesta sua coletânea de poemas – e, aí, o Poeta interpreta, de certa maneira, o Nós.

Termino com uma nota do tipo “ps”: tive a oportunidade de ler outras obras de Cássio Junqueira e o que posso dizer é que ele canta o Amor através da Vida experimentada. Uma fórmula divina que poucos sabem o que é...

BARCELLOS, João
Escritor, Consultor Cultural.
Sampa, 2007.
o lugar em que estou
de um certo cássio junqueira. poeta

por um algo dito
joão barcellos

pois é. e eu que acabo de ver/ouvir million dollar baby, do eastwood, e mar adentro, do amenábar, escuto agora, do c. junqueira, “a morte renova tudo,/ ela transforma tudo em nada... e nada em tudo”. que raio é isto? poética sinfonia pela eutanásia? eu nada tenho contra, vai quem quer e, ainda por cima, clandestinamente, no melhor dos esfregões que existe contra o patriarcalismo místico-institucional. mestre amenábar é excelente na sua plástica cinematográfica, mas eastwood dá uma cacetada não menos poética em certas verdades que uns querem dogmas... bom, creio que o c. junqueira quer dizer renovação q.b. como pitada de bom gosto para o p.f. do nosso dia-a-dia. certo? talvez seja isso. até por que ele saúda, nos seus poemas, gente boa e brava com a vida, que a vive plenamente, apesar de...

este livro do c. junqueira, que ele intitula o lugar em que estou, é uma leitura do todo humano que abraça o telúrico chão que lhe serve de veículo entre a tal vida e a sempre presente morte, por isso, ele nos diz que “o amor infinito [...],/ sempre é inteiro”. ora, ou vivemos a vida tal como ela nos chega para a recriarmos quotidianamente, ou morremos, não por ela, mas com ela. eis o alerta do poeta que se sabe entre “medo,/ e segredo”. eis a lição de que se reveste a poesia em cada verso, sonante ou não, rimado ou não. pois que o medo gera o segredo, às vezes é o contrário, mas nem sempre vivemos sob ditadura, e o cântico do poeta c. junqueira é passe de mágica urbana para, entre sombras e raios de luz, realizar uma vida que lhe é grata. nem a melancolia, nem a solidão, apagam a paixão que a pessoa humana curte no seu viver.

c. junqueira traz-nos a alquimia do ser que se percebe. por inteiro. por amor.

são paulo dos campos de piratininga,
hoje que é fevereiro e é dois mil e cinco,
ano da graça de todos nós
Leva Bandeira,
Cássio Junqueira,
Leva Vinicius,
Maiakóvski,
Ezra Pound;
Leva Torquato,
Sidney Miller,
Cecília, Hilda Hilst,
Adélia Prado.

Leva, Junqueira,
Teus versos,
Com rima ou sem rima,
Adentro ou adverso
Deste universo chamado vida.

Leva, Cássio, teu nome
Em nome da poesia,
Em nome dos Castros
E dos Andrades;
De Poe, poeta louco,
E de Bilac.

Leva Rogério,
Pouco sério;
Mas poeta verdadeiro;
Leva o Spiga e o Tinhoso,
Faz fundir o velho e o novo
Dando forma em maestria.

Vai, poeta meu,
Amigo novo,
Canta o canto da pureza
E dá cultura a este povo.

Lanço mão, agora, do meu escrito;
Dou-te os gritos e a garganta
Para que tenhas palavras
E nunca omitas
A poesia que da terra arrancas.
Um Concerto D’Intimidades Poéticas

“Ah, fui assistir. É uma gratificação para a alma de quem gosta de raízes culturais e de as viver perto do coração!”, disse-me a professora de artes visuais, e editora, Mariana d’Almeida y Piñon, também do Grupo Granja... No intervalo de uma ‘on-line chat’ falei do espetáculo “Emoção Sincera”, e ela abriu a alma, contente por poder expressar o seu encantamento.
E é verdade. “Emoção Sincera” é uma viagem feita pelo músico Edmilson Capelupi, a cantora Carmen Queiroz e o poeta-declamador Cássio Junqueira, pelas raízes culturais brasileiras, com incursões pela poesia portuguesa de Pessoa e Natália Correia, uma viagem projetada e feita para “a alma de quem gosta de raízes culturais e de as viver perto do coração”.
No acompanhamento-base e primoroso da viola de Edmilson, o cântico de Carmen e a declamação de Cássio formam um triunvirato estético que ressalta o desassossego amoroso do encontro-desencontro que pontua os quotidianos da Música e da Poesia, enquanto veículos da magnitude social da Humanidade. Independentemente da excelência dedilhada nas cordas por Edmilson, a comunicabilidade da Voz é aqui demonstrada à exaustão remetendo o[a] espectador[a] para a profunda oralidade que o Amor-Desamor desperta na Alma, e nem por acaso, Pessoa e Noel Rosa, como Vinicius e Ary Barroso, compõem o elenco cantado-declamado em “Emoção Sincera”..., que, e digo-o/escrevo com a mesma sinceridade do espetáculo, um concerto d’intimidades poéticas.

Oi pessoal, tudo bem?

Não posso deixar de falar do show que vi ontem, na verdade, na quinta-feira, 16, da cantora Carmen Queiroz. Aliás, começo já retificando: do show da cantora Carmen Queiroz, do poeta Cássio Junqueira e do violonista Edmilson Capelupi.

Nunca vi nada igual! Que coisa emocionante. Música e poesia. Poesia cantada e música falada. Foi isso o que eu vi. Eu e as quase 30 pessoas que estiveram na Mauro Discos para ver o show. Eu, particularmente, não conhecia o trabalho da Carmen e, confesso, fui lá para vê-la, conhecê-la. Já tivera, sim, uma prévia, numa de suas aparições no sarau da Mauro Discos – que ocorre todas às terças-feiras – mas nada se compara ao que vi e ouvi na quinta. Que voz límpida, que força de interpretação e que sintonia com o Cássio e o Edmilson. Os três, já há algum tempo, fazem esse espetáculo – Emoção Sincera.

Como disse (escrevi), fui para ver a Carmem, mas vi o Cássio Junqueira e o Edmilson Capelupi.

O Cássio interpretou muito bem os poemas de Vinicius, de Fernando Pessoa – e seus heterônimos – , de Castro Alves e os dele próprio. Poemas óbvios, como alguém disse, porém belos, necessários, imprescindíveis. Ora poema, ora música, tudo intercalado na medida certa, sem exageros. E o violão do Capelupi??? O que era aquilo, meu Deus??? Bárbaro!

Não se ouvia um “piu” da plátéia. Todos presos àquelas interpretações magníficas.

Tudo (só) isso pra dizer que vale a pena sair de casa para conhecer o desconhecido; experimentar o novo; descobrir outras possibilidades e, é claro, tomar todas acompanhadas de mais algumas.

Beijos musicais e quando tiverem oportunidade de ver esse espetáculo, não deixem de ir...

Cássio

Neste final de semana, pude me deliciar com seus poemas.

Incrível a capacidade que você tem em expressar com poucas palavras todo o cabedal de sentimentos que guarda dentro do peito.

Consegue, com destreza, emparelhar as palavras de tal maneira que se mostra transparente para olhos sensíveis.

Filosofa com maestria ao enfatizar que "quando a gente aprende a perder, a gente adquire o direito de ganhar".

Vai fundo ao detectar a "dor do amor" e ao perceber que "ele é a coisa mais forte e a coisa mais frágil ao mesmo tempo".

Consegue definir a diferença entre "seduzir e conquistar" com a sutileza de olhos de poeta. Brinca com as palavras e as faz mais fortes, contradiz ações e as faz verdadeiras, desce ao palavreado corriqueiro e dá a ele um sentido romântico.

Mostra-se desnudo diante do amor que lhe consome, fala da "doideira" que não é insana e ousa querendo colocar a mão na ferida para testar sua coragem.

Deus lhe deu o dom...

Você o está multiplicando como na parábola dos talentos...

Que você consiga sempre ser o poeta de alma translúcida e assim manter a beleza que revela em seu ser...

Parabéns!!!... Seu livro é uma obra de arte e você um ser especial...

Orgulho-me em tê-lo como amigo querido...

Beijos,

Huguette
Conheci um poeta
sem essa história
de veia poética...
Suas artérias respiram vida.

Cássio Junqueira
Apresentação

Nem me lembro bem quando surgiu o meu interesse por poesia, sei que ainda criança achei um livro numa estante de meu pai em que havia poemas de Castro Alves, Gonçalves Ribeiro e outros poetas... não me lembro bem... mas me lembro de que adorava, me lembro de um poema que eu lia e chorava: MÃE "Em nossa infância de sonhos / com a magia do amor / é Fada que mostra a vida / sem os espinhos da dor / E quando na mocidade / trilhamos grandes desertos / é Estrela de luz amiga / guiando os passos incertos / E no fim, desiludidos, / sem esperança e ninguém,/ é saudade que nos lembra: / - fomos felizes também!" Acho que era isso...

Depois a descoberta de Fernando Pessoa, que me despertou muito para a arte de viver, para as contradições todas que existem na Pessoa, a complexidade de que somos feitos. Fernando foi o primeiro poeta que vim a conhecer mais profundamente... Outros ia conhecendo mais de leve, como Vinicius, Quintana, Drummond, Cecília; todos eles sempre me encantavam também...

Em setembro de 2003, bem no início da primavera, estava no trabalho e de repente fui tomado por algo que já me tomava por vezes desde criança, que nunca soube explicar e ainda não sei explicar bem, abri um documento em branco no computador e escrevi meu primeiro poema: VONTADE DE FICAR TRISTE, que diz algo assim: "às vezes me vem de repente uma vontade de ficar triste / tudo vai ficando sem importância / eu mesmo vou ficando sem importância (...) / é como se o tempo parasse para que eu pudesse respirar profundamente / e eu respiro profundamente / e a minha tristeza se enche de esperança / e a minha vida fica cheia de felicidade novamente." A partir daí, escrevi os poemas que deram origem ao meu primeiro livro: 'a beleza fundamental de todos os lugares' (2004).

Quando o livro estava para ser impresso, vi uma entrevista da Adélia Prado e surgiu em mim uma ligação e uma admiração profundas, sua poesia passou a ser uma das principais referências pra mim. Escrevi ainda neste mesmo livro um primeiro poema dedicado a ela.

Nessa época conheci uma cantora daqui de São Paulo, chamada Carmen Queiroz, fiquei encantado com sua voz, seu jeito de cantar as palavras, a dicção perfeita. Ela leu meu primeiro livro e me convidou pra fazer apresentações intercalando música e poesia. Acompanhados pelo violonista Edmilson Capelupi, a gente já fez desde então vários shows (algo entre sarau, show e peça teatral) em bares (como o Feitiço de Águia e o Lua Nova), parques (Ibirapuera), praças, livrarias (Fnac, Cultura, da Vila) e teatros (Crowne Plaza e SESC) daqui da cidade, nos apresentamos no Rio de Janeiro (Fnac) também, e até na Itália, por conta do Festival Internacional de Poesia de Gênova. Hoje Carminha é mais que uma amiga querida, é uma verdadeira irmã.

Atualmente tenho sido convidado para participar de saraus aqui em São Paulo, em livrarias, bibliotecas, no SESC, na Casa das Rosas, no Museu da Língua Portuguesa.

Logo depois do meu primeiro livro, escrevi 'é só amor - apenas eu' (2004), poemas que às vezes acho mais ao gosto do público juvenil. Esse livro foi apreciado por Huguette Theodoro, que é uma gestora educacional importante daqui de São Paulo e uma pessoa muito especial pra mim. Em seguida, vieram os poemas que deram origem ao livro 'o lugar em que estou' (2005), que recebeu uma apreciação muito bonita de João Barcellos, poeta e crítico literário português que vive no Brasil.

Nessa época, Clarice Lispector se torna uma das minhas principais referências. O amor que sinto por Clarice não sei dizer, recentemente escrevi que "nos meus momentos de aflição sinto sempre a sua mão segurando a minha mão."

Depois, escrevi o livro 'Deus fala comigo' (2005), cujo poema que lhe dá o título recebeu menção honrosa em importante concurso na Itália. Esse livro é especial pra mim como leitor; às vezes tenho necessidade da sua releitura, me dá alento.

'Poeta no divã' (2007) é meu quinto livro, em que proponho homenagens a Adélia Prado e Clarice Lispector. Esse livro foi lançado em bonito evento realizado em junho de 2007 na Livraria da Vila - Lorena - SP.

Escrevi, em seguida, 'Só a pessoa sabe o que tem por dentro' (2008), que recebeu, novamente de João Barcellos, uma apreciação que me comoveu muito. Escrevo e mando pro João; fico esperando, aflito, que ele me diga que há poesia ali, que não se trata de um engano meu.

No mesmo ano em que o livro ficou pronto, fui à Itália participar ao lado dos queridos poetas Vera Lúcia de Oliveira e Antonio Lázaro de Almeida Prado e das cantoras Carmen Queiroz e Elisa Gatti, do 14º Festival Internacional de Poesia de Gênova. Conosco, a agitadora cultural Fernanda Almeida Prado. Apresentei uma coletânea de poemas em língua portuguesa - Thiago de Mello, Mário Quintana, Murilo Mendes, Fernando Pessoa, Adélia Prado, Clarice Lispector, Castro Alves, Cecília Meireles, Hilda Hilst, Vinicius de Moraes e um poema meu. Ao meu lado, a atriz italiana, e hoje minha amiga, Patrizia Ercole, interpretava os poemas em italiano, traduzidos por Amina Di Munno, professora de literatura portuguesa e brasileira da Universidade de Gênova, tradutora de Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector e tantos outros, crítica literária de grande importância no cenário internacional, e o mais importante, hoje uma das minhas amigas mais queridas. Temos já um livro juntos, logo sai... Deus quererá!

O lançamento de 'Só a pessoa sabe o que tem por dentro' aconteceu no início da primavera de 2008, novamente na Livraria da Vila - Jardins, espaço que eu adoro, que recebe sempre com carinho nomes, conhecidos ou não, da literatura e da música brasileira e internacional. Comigo, no dia do lançamento, João Barcellos, Carmen Queiroz e Mariana Avena, a talentosa cantora fundadora do grupo Raíces de América, que musicou lindamente o poema que dá título ao livro.

Algo que escrevi para a orelha desse meu sexto livro:

"Às vezes quando leio coisas da Cecília, da Hilda, da Adélia ou da Clarice, penso 'Meu Deus, pra que escrever? Já está tudo aqui.' Mas há momentos em que nada do que foi escrito me serve, graças a Deus... nesses momentos é que surge a minha poesia.

Tenho pensado se minha literatura não é feminina... Se é que isso existe? Mas tenho pensado mesmo assim... Cada vez mais me interessam temas como a transcendência, a vida e a morte, o eterno e o efêmero, o sempre amor e a paixão, cada vez mais me interessam o silêncio (mesmo falar sobre ele) e as formas não rígidas... E isso sempre me parece muito feminino. Essa coisa da mulher que quando vai parir fica triste porque é chegada a sua hora, mas depois se alegra enormemente por ter dado à luz outra pessoa... Essas palavras são de Jesus, que falava nisso pra falar sobre outro fato e chamar a atenção para o feminino em todos nós. Jesus, que cada vez mais acredito seja Deus, que cada vez mais sei: Ele é, Deus é e pronto. Mas a gente continua falando sobre Ele... Lygia Fagundes Telles disse que ela e Hilda Hilst gostavam de conversar sobre a morte e sobre Deus... Eu compreendo, nós somos carentes e falar sobre Deus é uma forma de fazer contato, e isso é transcendência. É como diz o Quintana, que é feminino também: "a alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe." Isso tudo tem sido pra mim o melhor na arte, o alento da alma."

Agora, em 2008, e começo de 2009, escrevi "Aprendendo a amar - poemas ou anotações de um ano de viagens" (2009). Na orelha do livro, escrevo que aprender a amar é um desafio, é sem fim... Ainda bem, pois pra mim é o melhor sentido que a vida pode ter.

O livro Aprendendo a amar inclui poesia que foi feita para a música de Irineu de Palmira, cantor e compositor mineiro, de talento incrível, que tem juntado a sua música à minha poesia, pra fazer comigo das duas coisas uma coisa só.

Lançamos o livro agora no último dia 22 de maio (de 2009), numa festa na Livraria da Vila - Jardins; comigo, todos os amigos que vieram trazer sua alegria, de Salvador, do Rio, de Porto Alegre, de Brasília, de Minas, de Santa Catarina, e daqui de São Paulo, do interior e da capital... Os de longe, do Brasil e do exterior, que mandaram mensagens ou sua energia pra cá... Carminha Queiroz com sua voz doce, Mariana, com sua força, e Irineu com sua magia...

Em 2010, a Editora Liberodiscrivere lançou na Itália o livro "Só Poesia", organizado, prefaciado e traduzido por Amina Di Munno, que é professora de literatura brasileira e portuguesa da Universidade de Gênova, além de tradutora para o italiano de autores como Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Machado de Assis, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector e tantos outros. Eventos de lançamento foram realizados na Universidade e no Festival Internacional de Poesia de Gênova e seguiram-se recitais - comigo, Amina, Carminha e minha amiga e grande atriz italiana, Patrizia Ercole - por várias cidades, como Sermoneta (Roma), Lecce, Savona, Santa Margherita, Siena e Milão.

O sucesso dos recitais na Itália pode ser percebido nos registros do escritor e jornalista Alfonso Casela, de Siena: "Si sono commosse anche le sedie: la poesia in forma di spettacolo, tutta la sua performance vocale dal vivo. Cássio Junqueira in effetti declama esattamente come respira." ou do jornalista Vick Nuñes, que acompanhou o recital em Milão, no espaço do Consulado do Brasil em Milão, na Latinoamericando Expo: "Il poeta, ispirato a Fernando Pessoa, Adélia Prado e Vinicius de Moraes, tra gli altri, attraverso la sua voce, dolce e profonda, ha trasmesso con la sua opera poetica, amore, dolore, allegria e tristezza, sentimenti scritti che il pubblico ha reso propri."

Agora, em agosto de 2011, Amina di Munno esteve no Brasil para lançar o livro "Só Poesia" no país, também em edição bilíngue, pela editora Comunità Italiana, uma das mais prestigiosas em publicações para público interessado nas relações culturais Itália-Brasil. O lançamento aconteceu na Festa Italiana de São Caetano do Sul e em duas grandes livrarias, em São Paulo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e no Rio de Janeiro, na Livraria Argumento do Leblon, e, ao mesmo tempo, foram realizados encontros em algumas das principais universidades brasileiras: a Universidade de São Paulo - USP, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, a Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, a Universidade Federal de Uberlândia e a Universidade Federal da Bahia - UFBA. Os eventos sempre foram lindos, comoventes. Mas certamente o eventos mais comovente aconteceu em Junqueirópolis, na cidade em que me creiei no interior de São Paulo e onde ainda hoje vivem meus pais, irmãos, sobrinhos, cunhada, muitos amigos... Havia cerca de quatrocentas pessoas e ficamos juntos por horas falando e ouvindo poesia na Faculdade de Letras e Pedagogia... Uma festa, como vocês podem observar na notícia que saiu no jornal A Notícia, da cidade:

""Poeta junqueiropolense emociona público durante apresentação de Recital na Faculdade
Postado por Redação"

em setembro 6th, 2011

O poeta junqueiropolense Cássio Junqueira, emocionou o público presente na Faculdade de Junqueirópolis durante apresentação de Recital de Poesias.

Para o evento realizado na noite de sexta-feira (26/08), que contou com a presença de acadêmicos, convidados, autoridades, imprensa e comunidade de Junqueirópolis e região, o poeta esteve acompanhado da crítica literária e tradutora italiana Amina Di Munno.

A solenidade marcou também o lançamento do livro “Só Poesia”, de poemas de Junqueira, organizado, prefaciado e traduzido por Amina Di Munno, professora de Língua Portuguesa e Literaturas Portuguesa e Brasileira da Universidade de Gênova. Amina é tradutora de autores como Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Chico Buarque, Milton Hatoum, Raduan Nassar, entre outros.

O livro foi lançado em 2010 na Itália pela Liberodiscrivere edizioni, na ocasião acompanhado de Amina e da cantora Carmen Queiroz realizou recitais por várias cidades italianas, como Gênova, Sermoneta (Roma), Lecce, Savona, Santa Margherita, Siena e Milão. No Brasil, o livro também tem edição bilíngue (português e italiano), da editora Comunità Italiana, uma das mais prestigiosas em publicações para público interessado nas relações culturais Itália-Brasil. O lançamento aconteceu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, no dia 8 de agosto.

As poesias declamadas no recital em português (Cássio Junqueira) e em italiano (Amina Di Munno) encantou e emocionou o público presente na Faculdade de Junqueirópolis, repetindo o sucesso de outras apresentações que ocorreram neste mês em várias universidades brasileiras e, na Itália.

O poeta disse que o recital apresentado em Junqueirópolis foi um presente para seus familiares e amigos que ainda residem em sua terra natal. Ao final do recital Cássio Junqueira autografou os livros.

O evento teve apoio da Rede Gonzaga de Ensino Superior (Reges), presidida pelo professor José Gonzaga da Silva Neto. A diretora da Faculdade de Junqueirópolis, Cleide Alves de Arruda, coordenou o evento. Cássio é filho do casal José Roberto de Sousa e Maria Eugênia Junqueira de Sousa. Seus irmãos são Luiz Gustavo Junqueira de Sousa e Luciana Junqueira de Sousa."

Vamos ver agora como essa história continua... Que seja como Deus quiser, que estará certo.

Recados do poeta